O prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT), afirmou ontem que o estabelecimento de uma moratória (aumento do prazo de pagamento de dívidas, concedido pelo credor ou decidido unilateralmente pelo devedor) por parte do governador eleito do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), em relação à dívida do Estado com a União, é ‘‘inevitável’’.
‘‘Isso só não vai ocorrer se o governo federal modificar radicalmente a sua política, diminuindo os juros e fazendo um parcelamento a longo prazo. Caso essas medidas não sejam tomadas, a única solução para os Estados é não pagar a dívida’’, disse o prefeito da capital gaúcha. Pont fez questão de salientar, para a Agência Folha, que não fala ‘‘em nome de Olívio’’, seu companheiro de partido. ‘‘É a minha opinião. Acho que o Olívio, assim como os demais governadores, não terá outra alternativa. Do jeito que vamos (o PT) receber o Estado, com este rombo operacional, o governo se torna inviável’’, disse. ‘‘O comprometimento do governo Antônio Britto (PMDB) com o governo federal, de que pagaria 17% da dívida se não vendesse estatais e 13% caso as vendesse, é uma equação impossível.’’

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