Curitiba O chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, classificou ontem como ''caótica'' a política salarial do governo anterior. Segundo Quintana, o pagamento de gratificações e bônus estava sendo usado constantemente para aumentar o salário dos servidores.
Um dos exemplos de gratificações cedidas é a por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide), que pode ser concedida a funcionários que exerçam cargo em comissão. O governo estadual vai emitir decreto acabando com o pagamento da Tide para os servidores de carreira do Estado que tenham cargos comissionados, e não como a Folha informou ontem. ''Era um artifício que podia até dobrar o salário do servido, só que era totalmente discricionário. O governador podia conceder a Tide a um servidor e negá-la a outro. Na prática, dois funcionários na mesma função recebiam salários diferentes.
De acordo com Quintana, o salário do servidor de carreira com cargo em comissão podia praticamente dobrar com a Tide. ''Digamos que o servir tivesse um salário de R$ 2 mil e uma gratificação por cargo comissionado de R$ 300. Com a Tide, esse salário chegava a R$ 4,3 mil'', explicou Quintana.
A extinção do pagamento serve para dar uniformidade ao tratamento dos servidores além de reduzir a folha de pagamento. ''Conceder aumentos de salários através de gratificações não é uma política salarial séria. Agora entendo porque mesmo sem que os quadro dos servidores estaduais tenha aumentado e sem que os salários tenham sido rejustados a folha de pagamento aumentava cada vez mais sua participação no orçamento do Estado'', afirmou Quintana.

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