Políticos questionam lisura das obras da Copa
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
José Lazaro Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O deputado estadual Fábio Camargo (PTB) já reuniu assinaturas suficientes para instaurar na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná uma comissão especial para investigar a aplicação de dinheiro público no estádio Joaquim Américo, a Arena da Baixada, do Clube Atlético Paranaense (CAP). O local receberá quatro jogos da Copa Fifa 2014. O político declarou-se surpreso com as revelações do advogado Cid Campêlo Filho, que denunciou ''favorecimento'' de parentes dos dirigentes do clube nas obras de conclusão do estádio.
Segundo o advogado, dos R$ 30 milhões que o Atlético Paranaense recebeu do poder público até agora, R$ 7 milhões foram destinados pelo presidente, Mario Celso Petraglia, à empresa Kangoo, que pertence ao seu filho, e outros R$ 270 mil por mês ao arquiteto Carlos Arcos, que é primo de Petraglia. Após as denúncias, Campêlo Filho pediu desligamento do Conselho de Administração do Atlético Paranaense e da empresa criada para gerir as obras, onde era diretor jurídico, estimadas em R$ 184 milhões. O governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba já aprovaram R$ 90 milhões para o clube, mas o valor pode subir para R$ 122 milhões se for respeitado o convênio original entre as partes.
Já o poder público não admite problemas na condução das obras e a diretoria do clube de futebol emitiu nota à imprensa criticando a atitude de Campêlo Filho. ''(Não admitiremos) que membros participantes desde o início dos trabalhos e dos processos questionem a lisura dos mesmos. Todos têm acesso às informações dos contratos, assim como todos os órgãos de fiscalização. O CAP e a CAP S/A não aceitarão insinuações levianas e sem fundamentos, seja lá de quem for, principalmente de seus componentes.''


