Políticos paranaenses assumem apelidos
Da Redação
Muitos políticos ficaram famosos graças aos seus apelidos. Alguns deles correriam o risco de não se eleger caso a Justiça Eleitoral não permitisse que, além do nome, eles fossem registrados com seus apelidos ou da maneira como são conhecidos.
Se você telefonar na Câmara de Vereadores de Sarandi (7 km a leste de Maringá), por exemplo, e pedir para chamar o João, a telefonista titubeia. Mas se disser que quer falar com o Barba-Rala, a ligação é transferida para o gabinete do vereador imediatamente. A barba dele ficou espessa, mas o apelido se mantém. O vereador João Corredato (PSB) até incorporou-o ao nome. Sem ele (o apelido), não sou ninguém, assume.
Na Assembléia Legislativa, se o papo é com o deputado Luiz Carlos, há confusão. Mas se o eleitor soletrar a palavra mágica de seis letras, não há dúvida: Cadeia é localizado. É o apelido pelo qual ficou conhecido o ex-vereador e deputado-radialista Luiz Carlos Alborghetti (PFL), de Londrina. Ele mantinha um programa policial no rádio e cobrava Cadeia! para os criminosos. O bordão pegou e ele ainda mantém programa policial - na TV. Não se importa com o apelido. Pelo contrário. Faz dele uma forma de continuar lembrado na boca do povo, mesmo fora da época eleitoral.
Mesmo quem não gostava do apelido aprendeu a conviver com ele. É o caso do deputado federal Hermes Frangão Parcianello, que adorava futebol e jogava como atacante. Mas, numa das partidas, foi obrigado a assumir o gol depois da expulsão do titular. Não deu outra: na primeira bola chutada pelo adversário, ele tomou aquele frango e alguém gritou: Aí, frangão, hein? Hermes não gostou, mas o apelido pegou. Hoje, ele não se incomoda mais e até confessa: Hermes faz mais votos como Frangão.
A Folha foi conferir histórias de políticos cujos apelidos pegaram para valer:





