Os R$ 6,3 bilhões reservados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para serem aplicados em obras no seu último ano de governo terão de ser divididos com os políticos que dominaram este ano a Comissão Mista de Orçamento. O parecer final da Comissão, que deverá ser votado na semana quem vem pelo Congresso, redistribuiu a verba do programa Brasil em Ação, privilegiando a Paraíba, Estado do presidente da Comissão, senador Ney Suassuna (PMDB), e Minas Gerais, terra do relator-geral, Aracely de Paula (MG).
Ao refazer o Brasil em Ação, sem alterar os tipos de projetos e a cifra total do programa, a cúpula da Comissão acrescentou R$ 42,7 milhões ao que o governo havia inicialmente destinado à Paraíba. ‘‘É bom que seja assim, porque a Paraíba não tem investimentos há 30 anos’’, justificou o senador Ney Suassuna. Para seu próprio Estado, Minas, Aracely de Paula foi mais modesto: aumentou os recursos no âmbito do Brasil em Ação em R$ 16,6 mi.
De acordo com o relatório, a base eleitoral de Ney Suassuna teve aumentada de R$ 2,5 milhões para R$ 11,4 milhões a verba para abastecimento de água e de R$ 1,67 milhão para R$ 10,7 milhões os recursos para esgoto sanitário, ambos previstos para serem distribuídos no ano que vem pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

mockup