Políticos foram mortos a tiros em fevereiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2001
De Curitiba 
Adelino Gonçalves, preso em Curitiba desde março, é acusado de tramar a morte do presidente do PPS de Mariluz, Carlos Alberto de Carvalho (Carlinhos Gordo) e do vice-prefeito Ayres Domingues (PPS). Os dois foram mortos no dia 28 de fevereiro por Gomes, que confessou ter sido contratado pelo padre. Depois, Gomes passou a acusar Elcio de Farias como o principal interessado na morte de Carlinhos, baleado em seu escritório, onde também estava Domingues.
A fita em que aparece a voz de Pedroso afirmando que não viu o padre na conversa com Gomes foi gravada no dia 9 de junho, um dia depois de o lavrador ter comparecido à Vara Criminal de Barbosa Ferraz, onde prestou o depoimento considerado contraditório pela defesa. Em outra parte, está escrito que Pedroso não sabe explicar, apesar de insistentemente perguntado, o fato de ter dito que falou para a mulher de José Lucas que havia visto Adelino na cidade, diante de sua alegação anterior de que não conhecia, nem tinha visto o padre Adelino até o momento em que ele presenciou a conversa do denunciado José Lucas com a pessoa que estava no interior do carro.
O vídeo foi feito pelo radialista Alonso dos Santos, de 34 anos, de Guarapuava, amigo do padre. Santos se passou por repórter de TV, alegando que realizava um programa agropecuário. Ele entrevistou Pedroso em Luiziana e, numa conversa reservada, mas com a câmera ligada, perguntou: Você viu o cara? A resposta de Pedroso: Eu não, eu tava inocente. (D.V.)
- Nota da Redação Dois dias depois de a Folha ter ouvido a gravação em Curitiba, o repórter Sid Sauer, de Campo Mourão, esteve com Pedroso em Luiziana e ele deu declarações também confusas e contraditórias


