Políticos evitam plano para cortar afilhados
Agência Estado
Não deu certo um plano sigiloso do Itamaraty, iniciado em abril, para demitir 25 funcionários contratados em Nova York, cortar-lhes ajuda de custo e reduzir salários acima de US$ 6 mil (R$ 10.800,00 ao câmbio de hoje). O plano vazou e padrinhos políticos brasileiros salvaram a maioria.
A degola, anunciada no final de semana, teve só oito demitidos, todos da turma do salário mínimo local, US$ 2.500 (R$ 4.500 00). Se efetivado, o plano teria enxugado o quadro de 61 funcionários do Consulado e do Secom (setor comercial do Itamaraty), representando economia de US$ 1 milhão e 100 mil anuais aos cofres públicos, cerca de R$ 2 milhões.
Como a lista da minilimpa saiu com oito - 11 se forem contados três forçados à aposentadoria - a economia será de apenas US$ 300 mil (R$ 540 mil). O número de demitidos foi bem menor do que o previsto porque, segundo diplomatas, vários políticos salvaram seus afilhados - entre eles o vice-presidente Marco Maciel, o senador José Sarney, o deputado Inocêncio de Oliveira e o governador do Sergipe, Albano Franco. Interesses corporativos mantiveram salários e benefícios.





