Curitiba - A cada 10 mil eleitores que comparecerão às urnas no dia 6 de outubro, um terá interesse especial na votação. Cerca de 650 candidatos a deputado estadual e federal vão saber o fruto do trabalho de campanha que desenvolveram na busca dos votos dos 6,6 milhões de eleitores paranaenses. De empresários conhecidos até completos anônimos, as chapas apresentadas pelos partidos representam bem a ''festa da democracia'' descrita nos comerciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Alguns estão na disputa para manter o cargo. Dos 30 deputados federais que representam o Paraná em Brasília, 23 estão buscando a reeleição. Na Assembléia Legislativa, 48 dos 54 ocupantes pretendem manter suas cadeiras.
Em uma eleição marcada pela falta de recursos, muitos dirigentes partidários estão apostando que a média de renovação nas duas casas deve ficar na marca histórica de 20%, com poucas chances para quem pretede estrear no Legislativo. ''Quem já tem um mandato leva vantagem na campanha. Ele já tem uma estrutura montada, com assessores que ajudam na hora de buscar a reeleição'', acredita Milton Buabssi, ex-presidente do PMDB estadual.
Já os partidos com bancadas reduzidas na Assembléia e na Câmara preferem acreditar que a eleição deste ano trará mudanças. ''Vai mudar a composição de forças nas duas casas. O desempenho de Lula vai melhorar a votação dos candidatos do PT. Estamos pensando em uma renovação de 30 a 40%'', afirma André Vargas.
Mesmo acreditando que o indíce de renovação não será tão alto (''deve ficar nos 20%''), o presidente estadual do PTB, Valdir Rossoni, prefere mostrar cautela. Terceiro deputado estadual mais votado em 1998, Rossoni não abre mão de percorrer suas bases eleitorais. ''É o momento em que reencontramos a população e aprendemos muito. Tem que gastar sola de sapato mesmo. Não tem eleição fácil'', comenta.

mockup