Política tributária e tarifas sociais devem ser mantidas
Curitiba - Os dois principais candidatos ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), defenderam ontem, no evento da Universidade Positivo, a política tributária para os micros e pequenos empresários implantada na gestão Requião (PMDB). Embora o ex-governador do Paraná integre hoje a chapa encabeçada por Osmar, Beto afirma que vai ''manter o que tem de bom'' e ''ampliar''. No pacote de programas considerados positivos pelo tucano, estaria, além da política tributária, a Tarifa Social da Água, o Luz Fraterna e o Leite das Crianças.
Mas o projeto para as micros e pequenas empresas, alega ele, já constava no seu plano de governo em 2002 (ano que também saiu candidato ao governo do Estado): ''Não sei se copiaram o meu projeto ou se tiveram uma iniciativa coincidentemente parecida''. Osmar, que também é favorável à política tributária da atual gestão, adotou o mesmo discurso - ''ampliar o que é bom'' -, acrescentando a defesa do salário mínimo regional, que também entrou em vigor no comando peemedebista.
MST
Outra ''unanimidade'' entre os candidatos é o que eles chamam de ''defesa da propriedade'', lembrada pelos dois para o público de futuros advogados. Aliado ao PT, mas agricultor de profissão, Osmar disse que querem ''pregar na sua testa'' algo que não seria verdadeiro. ''Sou absolutamente contra a invasão de propriedade'', disse ele. A gestão Requião ficou conhecida por descumprimento de ordens de reintegração de posse.
Já Beto preferiu reforçar sua posição sobre o MST e adotou uma postura radical. ''Sou contra o aparelhamento de movimentos sociais. Daqui a pouco a guerra está instalada. Não dissimulo para ter a simpatia da plateia. Baderna, arruaça e anarquia sou contra'', afirmou o tucano.
Transgênicos
O discurso sobre transgênicos também foi parecido, embora a posição mais extrema tenha sido novamente a do candidato do PSDB. ''Não podemos deixar de ver o que está acontecendo no mundo. É a tendência, sou a favor dos transgênicos. O Paraná pagou um preço caro por não transportar transgênicos no Porto de Paranaguá. Perderam competitividade'', disse Beto.
Já Osmar respondeu que o produtor ''tem que ter opção'', mas defendeu a necessidade das regras para impedir danos à saúde e ao meio ambiente. A área do meio ambiente também serviu de gancho para Osmar tratar do problema do aterro sanitário na região metropolitana de Curitiba. ''A questão do lixo é uma das mais graves. Não quero ver o nosso rio Iguaçu se transformar num Tietê'', atacou Osmar.
Outra crítica à gestão tucana no Executivo da Capital partiu da plateia. Uma das perguntas questionava Beto sobre a ''Linha Lenta'', em referência ao trânsito na ''Linha Verde''. ''Quem escreveu isso não tem andado muito por lá. Era uma obra perdida. Era pegar ou largar, não dava para acrescentar trincheiras, viadutos. Mas a diferença é da água para o vinho'', defendeu Beto. (C.S.)





