Em três anos e onze meses, a administração de Nedson Micheleti (PT) superou o governo anterior em número de obras físicas em quatro das cinco áreas pesquisadas pela Folha. O levantamento considerou os números oficiais obtidos junto às secretarias municipais de Educação, Obras, Saúde, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), e Cohab. (Confira quadro na página 4)
''O governo passado, do (Antonio) Belinati, foi um desastre. Difícil fazer um comparativo. Faltou um comparativo do dinheiro que sumiu. Imagine se em vez da prefeitura quebrada, além de estar equilibrada, eu tivesse R$ 180 milhões para fazer investimentos, o que eu faria nesta cidade'', compara Nedson, referindo-se aos recursos obtidos com a venda de 45% das ações preferenciais da Sercomtel fixa e celular, em maio de 1998.
Apesar da vantagem numérica, Nedson considera a política social a principal obra deste primeiro mandato. ''Difícil dizer uma mas, se fosse para escolher, seria essa política integrada social. Sem igual. No segundo turno, estava passando em frente à maternidade, na Leste-Oeste. Estavam indo um senhor e uma menininha na garupa da bicicleta, parei no sinaleiro e ele parou do lado. A menininha viu que era eu, deu um sorrizão e falou: eu sou do Viva a Vida. Você vê as crianças que estão na Escola Municipal de Circo, da Rede da Cidadania. Vai ver como estão. É coisa de outro mundo! É gente, é outra qualidade, outro respeito a essas pessoas'', orgulha-se o prefeito. E completa: ''Trabalhamos também a família, com a terapia comunitária, com as mães, um trabalho extraordinário e integrado.''
Obras e a consolidação das políticas sociais devem ser o foco principal dos dois primeiros anos do segundo mandato. O prefeito analisa: ''O trabalho que tivemos nas políticas sociais foi muito interessante, projetos integrados entre assistência social, educação, cultura e esporte. Os programas têm essa interlocução entre eles e deu muito certo. É a Rede da Cidadania com o Viva a Vida, o projeto Futuro nas escolas com a Rede da Cidadania e isso deu muito resultado - premiado Prefeito Amigo da Criança - e vamos trabalhar muito essa consolidação. Vai ficar algo não do prefeito Nedson, mas um sistema de operar a política social da cidade para frente, independente de quem for o administrador.''
Os programas de renda mínima, como o Bolsa Escola Municipal, também deverão ser reforçados. ''No primeiro ano do mandato, o orçamento para a assistência social era de R$ 6 milhões. Este ano fechou em R$ 17 milhões e para o ano que vem, deve passar de R$ 20 milhões. Temos um sistema de renda mínima que atende famílias com o Bolsa Escola, adolescentes em situação de risco, idosos em situação de risco, portadores de necessidades especiais, Cartão Alimentação, no valor de R$ 50, e cada bairro tem um mercado credenciado e a pessoa vai lá e compra o que quiser'', destaca Nedson.

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