POLÍTICA DE LUTO - Senado perde um dos defensores da ética
O Brasil perdeu na semana passada um de seus políticos mais representativos. Vítima de um enfarte fulminante, o senador Jefferson Péres (PDT) faleceu no último sábado, aos 76 anos, em sua casa, em Manaus. O senador amazonense morreu decepcionado com a política e seus sucessivos escândalos de corrupção. Péres, que tinha a ética como uma de suas principais bandeiras, já havia anunciado que não mais se candidataria. Apenas pretendia exercer até o fim, em 2011, seu atual mandato.
Franco, duro, exigente, probo e profundamente ético eram os adjetivos mais usados, até mesmo por seus opositores, para referir-se a Péres. Formado em Direito e Administração, ingressou na carreia política em 1988, quando foi eleito, pela primeira vez, vereador em Manaus. Quatro anos depois foi reeleito e em 1995 estreou no Senado. Atualmente, era líder do PDT, partido do qual é integrante desde 1999, na Casa.
Profundo conhecedor das leis, Péres era integrante de uma das mais prestigiadas comissões do Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do Conselho de Ética. Neste colegiado, se destacou ao relatar o processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão. No ano passado, Péres comprou briga com o então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Foi um dos primeiros senadores a se dirigir ao peemedebista e recomendar seu afastamento até que todas as irregularidades fossem apuradas. Acabou sendo relator do terceiro processo contra Renan no Conselho de Ética. E recomendou a cassação do colega por uso de laranjas para comprar emissoras de rádio em sociedade com o
usineiro João Lyra.
Em Filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo-sociedade
Adjetivo que designa pessoa de caráter íntegro, honrado, honesto, reto, de boa qualidade





