Cascavel - O policial civil João Adão Sampaio Schisler, acusado de ser o mandante da morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes, negou ontem em uma entrevista a uma rádio de Cascavel que tenha qualquer responsabilidade no homicídio. Sampaio está preso desde janeiro, em Curitiba, acusado de participação na morte do ex-presidiário Abelino de Jesus Oliveira, o Abelha.
O policial afirmou que não tinha motivos para ‘‘querer ver o Tiago morto’’. Além disso, ele disse que não possui recursos financeiros para pagar R$ 40 mil para mandar matar o deputado, como denunciou o presidiário Joelço Chagas em seu depoimento no último sábado.
Ele acredita que seu nome está sendo utilizado como uma ‘‘válvula de escape’’ pela polícia, porque outras linhas de investigação não tiveram sucesso. ‘‘Estão me usando porque já estou preso’’, ressaltou.
O policial negou também que tivesse qualquer tipo de ligação com a quadrilha chefiada por Luiz Carlos Bernardes Pires, o Balaio, morto em janeiro em um confronto com a polícia.
O juiz Moacir Dala Costa da 1ª Vara Criminal de Cascavel, já expediu os três mandados de prisão solicitados pelo delegado Alexandre Macorin. Um dos mandados é contra o próprio Sampaio, e os outros dois são dos pistoleiros que seriam de Londrina e estão foragidos. ‘‘As investigação não estão encerradas e se a polícia conseguir localizar os pistoleiros mais nomes deverão surgir’’, explica o juiz.

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