Policiais suspeitos de crime
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2002
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba O delegado Donizete Botelho e os investigadores João Adão Sampaio Schisler e Luís Carlos Del Nero foram acusados nesta semana, por uma pessoa, durante um telefonema anônimo à Rádio Transamérica Light, de Curitiba, de tramarem a morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), que havia feito denúncias contra os três em seu programa de televisão semanas antes de sua morte, ocorrida no dia 18 de dezembro. E a Corregedoria da Polícia Civil continua as investigações para apurar denúncias de que policiais civis seriam os mandantes do assassinato do deputado.
Segundo o corregedor Adauto Abreu de Oliveira, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que as denúncias tenham sido feitas para prejudicar o nome da instituição. O deputado também tinha rixas com a Polícia Militar, e, no entanto, só se cogitou a participação da Civil no caso, afirmou.
Segundo Oliveira, outros policiais foram denunciados, mas a investigação já confirmou que alguns deles não estariam relacionados ao crime. Um deles estava em uma churrascada em Guaíra. Mas iremos checar o álibi de todos e tocar a investigação da maneira mais séria possível, garantiu.
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) também irá auxiliar nos trabalhos coordenados pelo delegado especial Alexandre Macurin, responsável pelo caso. Foi o próprio delegado que fez a solicitação, para apurar o envolvimento de Amorim e dos policiais denunciados com o narcotráfico. A promotoria é especializada na apuração de crimes relacionados ao crime organizado.
Coincidentemente, membros da PIC e o corregedor Adauto de Oliveira já trabalharam juntos há um ano, quando Oliveira era responsável pela Delegacia de Narcotráfico. O atual corregedor coordenava as investigações sobre o incêndio na sede da PIC. Na época, houve desentendimentos entre Oliveira e os promotores, que também investigavam o caso. Na época, acho que a PIC excedeu-se um pouco nas suas atribuições. Quando a Polícia Militar ou o Ministério Público tentam conduzir trabalhos, que são dever da Polícia Civil, invariavelmente ocorrem problemas, afirmou.


