Maringá - Por determinação do corregedor Idelberto Lagana, os seis policiais de Maringá, que estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Civil do Paraná, foram afastados das atividades ontem. Eles também foram indiciados em inquérito por abuso de autoridade por terem mantido preso dois suspeitos por mais de 24 horas. Os policiais continuam em Maringá, mas poderão ser transferidos para outras localidades, até o final do inquérito.
Os policiais estão sendo acusados de terem recebido suborno de Ivan Rodrigues da Silva, o ‘‘Monstro’’, e Elcyd Oliveira Brito, o ‘‘John’’, presos no dia 30 de janeiro e liberados no dia seguinte. Os dois apresentaram documentos falsos em nome de Alexandre Cintra Toledo e de Rafael Ribeiro Gomes. Tanto Silva como Brito são procurados pela polícia de São Paulo por participação no sequestro e assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, entre os dias 18 e 20 de janeiro. A denúncia de pagamento de suborno aos policiais de Maringá, partiu de um dos integrantes da quadrilha, preso na Bahia e que foi transferido para São Paulo.
O corregedor geral da Polícia Civil do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, irá acompanhar hoje o depoimento do delegado adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Nilson Rodrigues da Silva, que autorizou a libertação de Silva e Brito, no dia 31 de janeiro. E também acompanhará o depoimento do advogado Marcos Cristiane Costa da Silva, que foi o mediador entre os policiais e os presos.

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