Começaram a ser ouvidos, ontem, os policiais militares (PMs) que ficaram de costas e vaiaram o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), tenente-coronel Robenson Máximo Fim, de Londrina, durante encontro sobre motivação profissional. A palestra iria acontecer no dia 14 de maio, primeiro dia de protesto das esposas de policiais, mas o comandante não conseguiu falar, impedido pelo coro de 350 policiais que gritavam por melhores salários. Uma sindicância interna foi aberta para apurar o que é considerado insubordinação disciplinar.
Cerca de 40 PMs da Companhia de Trânsito (Ciatran) devem ser ouvidos na unidade de Cambé, que integra o 5º BPM. Ontem, pelos menos quatro PMs prestaram depoimento. Máximo Fim não informou quando e onde acontecem os outros depoimentos.
Ontem, repórteres da Folha estiveram na sede do 5º BPM, mas Fim se recusou a responder qualquer pergunta e não permitiu fotos. ‘‘Não sei’’, ‘‘Não vou falar sobre esse assunto, isso não é importante’’, ‘‘não tenho todas as informações’’, ‘‘não sei porque vocês insistem nesse assunto’’ foram as respostas do coronel.
De acordo com o tenente Deoclécio Aires, oficial que responde pelo comando em Cambé, a participação de cada policial no episódio está sendo verificada. ‘‘Está sendo apurado a responsabilidade de cada um e sua conduta. Não existe pré-julgamento’’, disse.
Questionado sobre o motivo dos depoimentos acontecerem em Cambé, o tenente Aires respondeu: ‘‘Qualquer uma das cidades que fazem parte do 5º Batalhão é sede para qualquer procedimento.’’ De acordo com ele, os policiais serão ouvidos de acordo com sua disponibilidade de tempo.

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