Curitiba – Policiais militares destacados para atuar na segurança durante a ocupação da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná reclamaram das condições de trabalho oferecidas pelo comando da corporação. Agentes ouvidos pela FOLHA entre terça-feira e ontem, quando os manifestantes deixaram o plenário da Casa, contaram que trabalharam mais de 12 horas por dia, sem tempo para descanso e sem condições adequadas para refeição e hidratação. Em alguns momentos, era possível observar professores compartilhando a água que recebiam da APP-Sindicato com os PMs.
"Cheguei aqui às 5 horas da manhã e deveria sair às 17 horas, quando acontece a mudança de turno", contou, às 17h30, um policial, que pediu para não ser identificado. Contrário ao "pacotaço" do governo, ele disse que estava exausto, mas que a ordem era não descansar. "Nós somos policiais e temos de cumprir a nossa função. Senão, as punições são severas."
Soldados relataram, ainda, que recebiam um cardápio, mas que os itens das "marmitas" eram bem diferentes. Eles reclamaram também das condições de higiene relativas ao transporte da alimentação. Mesmo após o confronto de ontem, o clima com a maioria dos educadores, porém, era de cordialidade. Tanto que um dos gritos ecoados na ocupação do pátio foi "ô Beto Richa, o professor é amigo da polícia". Apesar disso, cinco PMs e seis manifestantes acabaram feridos.
Por meio de nota, a PM disse que os policiais foram "devidamente alimentados e hidratados". "O local de prontidão possui cadeiras para que eles possam descansar. As equipes se revezam em turnos para que não sejam utilizados por um longo período de tempo. Ademais, a PM lembra que o militar estadual ao entrar na corporação está ciente de que está à disposição, com dedicação exclusiva e sujeito à aplicação em eventos desta natureza, que são esporádicos e imprevisíveis, porém as condições dignas de trabalho estão sendo constantemente observadas". (M.F.R.)

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