Policiais militares do Gaeco não serão trocados
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os policiais militares (PMs) e civis emprestados ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) não serão trocados. A informação é do procurador de Justiça e coordenador do Gaeco no Paraná, Leonir Batisti, que ontem se reuniu com representantes do governo do Estado. ''Houve um afastamento de alguns, mas por motivos pessoais. Por enquanto, os mesmos policiais permanecem para que as investigações em andamento não sejam prejudicadas'', afirmou ele.
Atualmente, 38 policiais militares e 20 policiais civis estão emprestados pelo governo, através da secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), às unidades do Gaeco, que é ligado ao Ministério Público do Estado.
A polêmica em torno da permanência dos policiais no Gaeco começou no início do ano, quando o decreto 34 do Executivo determinava a volta para suas lotações de origem de todos os servidores do Estado que estavam emprestados. Mas o coordenador estadual do Gaeco reagiu à determinação, em função do risco de desmantelamento do órgão, que depende da parceria entre policiais e promotores de Justiça para realização do trabalho. Diante do protesto, o Executivo elaborou um novo decreto, de número 220, que tirava os servidores da Sesp da regra definida no decreto 34. A polêmica, contudo, permaneceu, já que ainda havia a possibilidade de troca dos policiais do Gaeco. Na reunião de ontem a troca de nomes foi descartada por enquanto.
Contudo, não houve avanço em relação a um decreto que ''formalizaria'' o Gaeco, considerado institucionalmente precário por ter sido criado por resolução do próprio Ministério Público. ''Os policiais passariam a ser indicados para atuar no Gaeco e não emprestados'', explica Batisti. Segundo ele, a Casa Civil se comprometeu a elaborar tal decreto ''o mais rapidamente possível''.


