Curitiba - Além de Bradock outros três policiais civis são denunciados pelo Ministério Público. Eles são acusados de homicídio, tentativa de homicídio, tortura, fraude processual, porte ilegal de arma e falsidade ideológica.
A primeira denúncia, protocolada no TJ em 28 de fevereiro, acusa Bradock e o investigador de polícia Obadias de Souza Lim de tortura na época em que atuavam na Delegacia de Polícia de Rio Branco do Sul. Em 22 e 23 de janeiro de 2001, os dois teriam obrigado o construtor André França Cordeiro, mediante agressões físicas e morais, a confessar a autoria da morte de Jurandir Ferreira de Andrade, ocorrida em 9 de agosto de 1999, em Rio Branco do Sul.
A outra denúncia envolve Bradock, os investigadores de polícia Amarildo Gomes da Silva e Obadias de Souza Lima, acusados de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, fraude processual e porte ilegal de arma, e também o ex-delegado de Itaperuçu (Região Metropolitana de Curitiba), Senio Abdon Dias, acusado de falsidade ideológica.
O homicídio ocorreu em 24 de janeiro de 2001, na localidade de Buraco Quente, Itaperuçu, comarca de Rio Branco do Sul, quando os policiais entraram num matagal para capturar Osni dos Santos e Bradock teria atirado com uma espingarda calibre 12 contra Joel Ribeiro, de 16 anos, que morreu. Gilberto de Jesus Teixeira de Lara, que estava junto com Ribeiro, também teria sido baleado, mas sobreviveu.
Segundo o advogado, Joel Ribeiro fazia parte do ''bando'' de Osni dos Santos. Bradock e sua equipe entraram no matagal para capturar o ''bando de Osni'', que estava escondido no local. Ao chegarem, teriam sido recebidos a tiros e revidado, resultando na morte do menor. Segundo Dalledone, o caso foi investigado não apenas pelo delegado de Itaperuçu, mas também por outras autoridades. Todos, segundo ele, determinaram o arquivamento do processo, sem incriminar Bradock. (M.G.)

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