Policiais de Londrina também aderem
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quarta-feira, 28 de março de 2007
Fernanda Borges e Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Os 60 policiais federais que atuam em Londrina aderiram à paralisação nacional de 24 horas iniciada às 8 horas da manhã de ontem. Os servidores se concentraram em frente à sede da Polícia Federal (PF) e trabalharam em esquema de plantão, apenas para atender aos serviços essenciais, urgências e entrega de passaportes. O expediente deve ser retomado normalmente hoje. O protesto gerou preocupação ao juiz federal da Vara Criminal Federal de Londrina, Eduardo Appio, que antecipou na tarde de ontem a visita que faz todo mês aos presos detidos na carceragem local da PF.
De acordo com o delegado Joel Moreira Ciccotti, representante do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef/PR), a categoria está reivindicando o imediato cumprimento do acordo que garante a segunda parcela da recomposição salarial aos policiais federais. O acordo, firmado em 2005, previa o pagamento dessa recomposição em duas partes até o final de 2006. O Sinpef/PR é uma entidade filiada à Federação Nacional da Polícia Federal (Fenapef), organizadora da paralisação.
Os policiais federais defendem também o veto da categoria ao anteprojeto de lei orgânica elaborado pelo ministério da Justiça ainda na gestão do ministro Márcio Thomaz Bastos. ''Se o governo federal não se manifestar, vamos realizar nova paralisação de 24 horas em 18 de abril, com uma caminhada em Brasília'', avisou.
A paralisação fez o juiz da Vara Criminal Federal de Londrina antecipar em alguns dias a visita mensal que faz aos 20 presos detidos na delegacia da PF em Londrina. Appio informou que sua intenção foi checar pessoalmente se os agentes mantiveram, de fato, a vigilância e assistência aos detidos.
O juiz saiu satisfeito mas revelou que em caso de greve dos policiais federais a Justiça Federal poderá ter também de praticamente parar suas atividades pois é dependente do trabalho da PF. ''Se isso acontecer, pode ocorrer um verdadeiro caos à segurança pública em Londrina porque paralisaria também nossos trabalhos'', destacou, exemplificando que investigações, escutas telefônicas entre outras ações em curso ficariam prejudicadas. Essa foi a terceira visita aos presos federais feita este ano pelo juiz.
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