Polícia volta a apurar morte de Celso Daniel
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segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Folhapress 
São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo recuou de seu primeiro inquérito e passou ontem a investigar os supostos mandantes do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT). A delegada titular do 78º DP de São Paulo, Elisabete Sato, e o delegado do Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia), Maurício Correali, reuniram-se ontem com os promotores criminais de Santo André, Roberto Wider Filho e Amaro Thomé Filho para discutir os rumos da investigação. O encontro marcou o retorno da polícia ao caso após três anos rejeitando a tese de homicídio qualificado defendida pelo Ministério Público (MP).
Daniel foi morto em janeiro de 2002. Seis meses depois, a polícia encerrou seu inquérito, concluiu por crime comum e disse que não houve intenção de matar o petista. O MP, a pedido da família, reabriu o caso e denunciou (acusou formalmente à Justiça) o ex-segurança e empresário Sérgio Gomes da Silva como um dos mandantes do crime. Outros sete homens da favela Pantanal foram denunciados como executores. Com a volta da polícia à investigação, Gomes da Silva, considerado testemunha do crime no primeiro inquérito da polícia, passa à situação de suspeito.
Além do homicídio, a promotoria e a polícia vão investigar ainda o suposto esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. O Ministério Público acredita que a morte de Daniel esteja relacionada a desvios de recursos públicos. Segundo testemunha, o dinheiro desviado ajudou a financiar campanhas do PT. O deputado José Dirceu foi apontado pelo irmão do prefeito morto, João Francisco, como o receptor do dinheiro desviado -Dirceu está processando João Francisco por calúnia. A abertura de inquérito contra Dirceu foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal.


