Da Redação
O delegado do 6º distrito policial de Londrina, José Arnaldo Peron Martins, pretende interrogar o ex-assessor da prefeitura, Cassimiro Zavierucha, mais conhecido como ‘‘Carlos Júnior’’. O objetivo é obter informações sobre a farta documentação apreendida na casa e na empresa do ex-assessor, no dia 6 deste mês. Foi no 6º distrito que o material apreendido foi triado e relacionado.
A documentação era tão farta que o trabalho, feito pela Polícia Civil e Ministério Público, só terminou na sexta-feira, quando foi realizado o auto de apreensão. Ontem, o delegado disse que pretende ouvir ‘‘Carlos Júnior’’ o mais rápido possível, mas ainda não foi marcada a data do depoimento.
O delegado preside 13 inquéritos referentes às irregularidades na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Os inquéritos foram instaurados no ano passado, por solicitação do Ministério Público. Na época, os inquéritos estavam no 4º distrito policial e o delegado Joaquim Antonio de Melo indiciou cerca de 20 pessoas, entre ex-diretores da autarquia e da companhia.
Em fevereiro, os inquéritos foram remetidos para Curitiba, por determinação do então delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes de Noronha – o mesmo denunciado de envolvimento com o narcotráfico no Paraná e que está livre por habeas-corpus. Um mês depois, os inquéritos foram devolvidos a Londrina e o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, resolveu nomear Peron como responsável pelos trabalhos.
A Polícia Federal (PF) também investiga as irregularidades na administração municipal desde o ano passado. Foram instaurados inquéritos para apurar o uso de certidões falsas do FGTS por empresas que venceram licitações fraudulentas na Comurb.
‘‘Carlos Júnior’’ também prestou depoimento à PF em março deste ano e disse que é ‘‘proprietário’’ de duas ‘‘empresas’’. Ele disse que suas ‘‘empresas’’ jamais participaram de procedimentos licitatórios junto à AMA ou à Comurb. Ele afirmou ainda que só tomou conhecimento da existência de possíveis irregularidades em órgãos da administração municipal através da imprensa e quando foi convocado pelo MP e pela Câmara.

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