Karachi - A polícia paquistanesa lançou uma operação para tentar encontrar os três suspeitos do atentado no qual morreram 14 pessoas, entre elas 11 técnicos franceses de defesa, na quarta-feira, em Karachi, no sul do país, mas até agora não teve êxito.
Ontem, o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, presidirá uma reunião especial sobre a segurança, da qual toda hierarquia militar, responsáveis de informação e governadores devem participar, disse o secretário-geral do ministério do Interior, Tasneem Noorani.
A polícia publicou ontem os retratos falados de suspeitos, os três homens que horas antes do atentado compraram o carro, um Toyota Corolla de 1976, no qual foi instalada a carga explosiva. A polícia do Paquistão deteve centenas de membros de grupos extremistas suspeitos de manter vínculos com a rede Al Qaeda, liderada por Osama bin Laden, para investigar o atentado.
As 14 pessoas morreram depois que uma bomba explodiu na terça-feira (7) em frente ao Hotel Sheraton em Karachi (Paquistão), quando um ônibus com os trabalhadores franceses se preparava para levá-los até o porto, onde eles trabalhavam na construção de dois submarinos.
O presidente francês, Jacques Chirac, pediu que o Paquistão adote medidas para proteger seus cidadãos e investigue o crime. Ninguém assumiu a autoria do atentado, mas há suspeitas sobre grupos militantes islâmicos acusados de vários assassinatos ocorridos neste ano.
O Paquistão frequentemente acusa o serviço secreto indiano de colocar bombas e incentivar a desordem. Os dois países já travaram três guerras desde que ficaram independentes, em 1947.

mockup