Polícia tem pouco trabalho em Londrina
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domingo, 01 de outubro de 2006
Marta Ortega,Carolina Avansini e Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Diferente de outras eleições onde cabos eleitorais eram presos fazendo boca-de-urna em vários colégios da cidade, as polícias militar, federal e promotores de Londrina tiveram pouco trabalho ontem durante o período de votação. Um cartório com estrutura para atender até oito denúncias simultâneas foi montado numa das salas do ginásio de esportes Moringão e contou com o revezamento de sete promotores, cinco delegados federais, cinco escrivães e dez agentes federais, além de soldados da Polícia Militar. Várias denúncias foram recebidas, mas apenas dois casos resultaram em ocorrência.
A minirreforma eleitoral, que proibiu a distribuição de camisetas, bonés e outros brindes pelos candidatos, foi um dos fatores apontados pelo juiz eleitoral Mario Nini Azzolini para explicar a tranquilidade durante o pleito. ''A legislação foi modificada em decorrência de escândalos relativos à formação de caixa dois. Só vamos verificar se houve redução dessa prática após a prestação de contas dos partidos, mas a proibição de propaganda acabou tornando a eleição mais tranquila'', disse.
Para ele, o distanciamento dos eleitores, por não se tratar de uma eleição municipal, e o trabalho coeso das forças de segurança pública também são responsáveis pela tranquilidade. Essa opinião é compartilhada pelo delegado da Polícia Federal, Kandy Takahashi. ''Como os brindes foram proibidos, as pessoas ficaram sem material para sair'', afirmou.
Pela manhã, apenas um homem, que não teve a identidade revelada, foi detido suspeito de estar comprando votos. Segundo o relações públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente Ricardo Eguedis, o homem estava na rua Pitágoras, no Jardim Califórnia (Zona Leste). Com ele foi encontrada uma lista com nomes de pessoas e algumas folhas de cheque, que possivelmente serviriam para pagar eleitores. O suspeito foi ouvido por um delegado da PF e liberado em seguida. ''Não ficou configurado crime eleitoral'', afirmou Eguedis. O material apreendido foi encaminhado para o Fórum Eleitoral.
À tarde, o apresentador de tevê José Carlos Vazi, 53 anos, foi detido pela PM por vender bebida alcoólica na Zona Leste de Londrina. De acordo com Eguedis, a polícia apreendeu oito latas de cerveja em um quiosque montado numa feira de automóveis usados, de onde Vazi apresenta seu programa. Ele foi autuado, mas liberado em seguida.
Dois caminhões com propagandas de candidatos foram retirados da Área Central por orientação da Justiça Eleitoral, mas nenhum dos veículos foi apreendido. Candidatos que estariam pedindo voto próximo a locais de votação também foram advertidos.
No Colégio Nara Manela, no Conjunto Semíramis (Zona Norte), uma mulher sem o título de eleitor votou, por engano, no lugar de uma pessoa que tinha o mesmo nome que ela. Conforme o juiz eleitoral Luiz Sérgio Swich, o voto foi computado normalmente, sem prejuízo para a eleitora. ''A partir do momento em que a Justiça permite votar sem o título, corre-se esse risco'', avaliou. (Com Agência Brasil)


