Polícia tem duas versões sobre morte de vereador
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quinta-feira, 23 de maio de 2002
Maigue GuethsEquipe da Folha 
Curitiba - A polícia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, trabalha com duas hipóteses para desvendar o movito do assassinato do vereador Arildo Farias de Oliveira (PSL) de Tijucas do Sul.
Ontem começou a segunda fase das investigações. No dia 27 de abril o vereador levou vários tiros em frente a casa dele. Encaminhado ao Hospital Cajuru, morreu no dia 30. A polícia tenta localizar o revólver calibre 38 utilizado no crime. Com esse material, a polícia acredita que poderá chegar aos motivos que levaram ao assassinato de Oliveira.
O primeiro acusado, preso no início do mês, Gesie Carvalho, 21 anos, conhecido como Pingo, afirmou que o filho do vereador, Arilson José Farias de Oliveira, 26 anos, teria sido o mandante do crime, e que teria recebido uma motocicleta como pagamento. O delegado José Roberto Jordão interrogou outro acusado, Reginaldo Borges de Pontes, 28 anos, conhecido como Chips, que negou que Arildo tenha contratado os dois para matar o pai.
Pontes afirmou que Carvalho e ele foram à casa do parlamentar para conversar sobre negócios com armas e motos que ele teria com o vereador e, ainda, para falar sobre a sua relação com o filho. Eles se desentenderam. Carvalho, segundo Pontes, foi o primeiro a atirar. O vereador também teria sacado um revólver, mas Pontes disse que tomou sua arma e revidou com vários tiros.
O filho do vereador, Arilson, afirma que apenas pediu aos dois que dessem um corretivo em seu pai, porque não concordava com seus relacionamentos extra-conjugais. O vereador, segundo o filho, estava tendo um caso com a cunhada e com uma sobrinha, e teve três filhos com elas. Um dia antes do crime, dia 26, Arilson teria sido ameaçado pelo pai, preocupado com as repercussões que as acusações do filho poderiam ter em sua vida política.


