O delegado-chefe da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava, Lino Lopes, investiga a possibilidade de o atentado contra o prefeito Vitor Hugo Burko ter sido utilizado para despistar a polícia do transporte de um caixa eletrônico roubado na mesma noite do crime de um posto de combustível da BR-277. Segundo o delegado, a ligação entre os dois crimes está praticamente comprovada. ‘‘Não houve intenção de atentar contra a vida do prefeito, até porque os tiros não foram contra a pessoa dele diretamente e sim contra a casa’’, acrescentou Lopes.
A participação do grupo nos dois crimes teria sido comprovada, ontem, durante depoimentos – ‘‘esclarecedores’’, segundo o delegado – de dois jovens mantidos dentro do porta-malas de um Vectra roubado. O automóvel e uma S10, furtada em Curitiba, teriam sido vistos estacionados em frente à casa do prefeito. Os tiros foram disparados pelos ocupantes da S10, que a polícia ainda não sabe quem são. Existem apenas as características físicas dos suspeitos.
Nos dois carros, que foram abandonados em seguida, os policiais encontraram um telefone celular. O grupo é suspeito de ter realizado outros quatro assaltos em Guarapuava. No muro da casa de Burko, a polícia apreendeu ainda quatro projéteis de calibre 380 e três de calibre 12. Outra pessoa estava sendo interrogada na tarde de ontem, mas seu nome também não foi divulgado.
Ontem, o delegado esteve no local do atentado, ao lado de Burko, para examinar a posição dos veículos e dos autores do atentado ao prefeito. A polícia esclareceu que a perícia feita no muro da casa de Burko foi feita por policiais civis – e não pela Polícia Federal, como foi divulgado.
Também ontem, o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, determinou que o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, participe das investigações. O chefe da divisão policial do Interior, Clóvis Galvão, também vai entrar no caso.
Lino Lopes informou ter deixado o comando da Polícia Civil à vontade para indicar um delegado especial para acompanhar o caso. Segundo ele, a investigação está sendo aberta e acompanhada de perto pelo próprio Burko e por assessores, que participaram do depoimento dos dois jovens sequestrados no sábado.

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