Polícia reprime protesto no Peru
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terça-feira, 18 de junho de 2002
France Presse 
Lima Dezenas de manifestantes entraram em confronto ontem com a polícia antimotins em Tacna, extremo Sul do Peru e fronteira com o Chile, ao retomar atos de violência pelo segundo dia consecutivo contra o governo do presidente Alejandro Toledo, informaram fontes da polícia regional. Cerca de 2 mil pessoas saíram às ruas nas zonas norte e sul de Tacna, cidade de 254 mil habitantes, e queimaram pneus para bloquear o trânsito nas principais rotas e na estrada Panamericana.
As manifestações ocorrem também em Arequipa, segunda maior cidade do Peru, com 832 mil habitantes, onde o governo ordenou domingo estado de emergência e toque de recolher para controlar protestos contra a privatização de duas empresas de energia elétrica localizadas na cidade. O ministro do Interior, Fernando Rospigliosi, afirmou a uma emissora de televisão que grupos de pessoas saíram às ruas para causar desordens e que tentam se aproximar do aeroporto de Tacna, além de bloquear o trânsito.
Em Arequipa, grupos de pessoas também saíram às ruas nos bairros da periferia lançando um desafio ao estado de emergência vigente nesta região. Os manifestantes lançam frases contra o governo e demonstram a chegada de uma onda de reprovação ao a Toledo.
Enquanto isso, na cidade de Cusco, vizinha a Arequipa, pelo menos 3 mil universitários foram às ruas do centro da antiga capital do Império dos Incas junto a Tacna e Arequipa para demonstrar sua reprovação à política de privatizações do governo.
Pedras Grupos de manifestantes apedrejaram o ônibus que transportava os integrantes da comissão de alto nível do governo ao chegar a Arequipa em busca de uma saída à crítica situação no sul do Peru, antre crescentes protestos contra as privatizações, informou a polícia. O veículo que conduzia os comissários foi atingido quando deixava o aeroporto. O ataque continuou por um bom trecho, quando os carros se dirigiam ao colégio onde estava previsto o início das conversações com os dirigentes regionais.
Alguns vidros do ônibus foram estilhaçados e os passageiros precisaram se agachar para evitar serem atingidos pelas pedras. A comissão é presidida pelo arcebispo emérito de Arequipa, Fernando Vargas Ruiz de Somocurcio, e integrada por cinco ministros, entre os quais o primeiro vice-presidente e ministro das indústrias, Raúl Diez Canseco.


