Várzea Grande, MT - A possibilidade de sequestro e ligação com o crime organizado foi descartada pela Polícia de Mato Grosso no assassinato do gerente da gráfica Millenium, do Grupo Gazeta de Comunicação, Luiz França de Moura Neto, de 48 anos, primo do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). Ainda não há pistas dos assassinos. As investigações, a princípio, assinalam que o homicídio não teve motivação política.
''O quadro mais provável é o de latrocínio e, até agora, nada indica conotação política'', afirmou o delegado Luciano Inácio da Silva, da Delegacia Anti-Sequestro (DAS), responsável pelo inquérito. ''As investigações ainda terão prosseguimento e é prematuro negar ou afirmar qualquer coisa.''
Moura Neto foi encontrado carbonizado, anteontem, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e foi enterrado ontem, em Jaciara, a 140 quilômetros da capital mato-grossense. Barros é autor do requerimento para criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do caso Waldomiro Diniz.
Os líderes do PSDB na Câmara, Custódio de Mattos (MG), e no Senado, Arthur Virgílio (AM), pedirão à Polícia Federal (PF) proteção ao senador Antero. Foram ouvidas seis testemunhas na investigação. Documentos do Vectra usado pelo diretor da gráfica Millenium foram encontrados ontem numa caixa de correio de um prédio residencial. O carro ainda não foi localizado.

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