Agência Estado
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À espreitaCarros da Polícia Militar estacionados em frente do Palácio do Planalto: prevenção contra tentativa de invasãoPara evitar novos atos de protesto de aposentados e sindicalistas, a Polícia Militar do Distrito Federal destacou cerca de 300 soldados com o objetivo de permanecerem durante todo o dia de ontem de prontidão, depois do incidente de anteontem, quando os manifestantes, acompanhados de cinco parlamentares, avançaram até metade da rampa do Palácio do Planalto.
‘‘Agora, ficamos escolados’’, justificou o comandante do policiamento do Distrito Federal, coronel Dirney Arno Ferreira, que se apressou em explicar que a mobilização dos militares foi uma iniciativa dele, e não do Planalto.
O ministro-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, confirmou apenas que não pediu reforço na segurança. Ele preferiu evitar comentários sobre o episódio, mas, ontem, era possível observar que o próprio pessoal da segurança do Planalto passou o dia mais atento e em número um pouco maior. A auxiliares, no entanto, o general manifestou a preocupação na forma como as coisas foram conduzidas anteontem, quando houve imobilismo por parte de todo o pessoal de segurança - do Planalto e da PM - que não impediu a subida na rampa.
O excessivo contingente de PMs ontem, de acordo com o coronel Dirney, foi necessário porque havia um indicativo de nova manifestação, a partir de uma concentração no Auditório Nereu Ramos, na Câmara. O coronel contou que o policiamento foi pego ‘‘de surpresa’’ com a atitude dos aposentados. ‘‘Eles combinaram conosco, nas conversas que tivemos na manhã de anteontem, que eles só iam até o Congresso’’, tentou explicar. ‘‘Eles nos passaram a perna’’, confessou, admitindo que houve uma falha no sistema de segurança, mas que ela está sendo corrigida.
Segundo o coronel, não houve tempo para o policiamento que estava concentrado no início da Esplanada dos Ministérios chegar ao Planalto, a ponto de impedir a subida nos manifestantes na rampa. Dirney comentou ainda que, embora houvesse cerca de dez PMs na área, eles acabaram não tomando iniciativa porque os manifestantes estavam acompanhados de vários parlamentares, ‘‘que têm imunidade’’.
O episódio de anteontem trouxe de volta a discussão sobre a questão da segurança na Esplanada dos Ministérios e a necessidade, defendida pelo ministro da Justiça, Íris Rezende, de criação de um batalhão especial para manter a segurança dos prédios federais. Este novo batalhão ficaria vinculado à Casa Militar. Íris chegou a pedir até mesmo a alteração da legislação, de forma a permitir que o comandante da PM do Distrito Federal fosse nomeado pelo presidente da República.
Ontem, a segurança da Esplanada foi feita pela 7ª Companhia da Polícia Militar, que conta com cerca de 500 soldados. Para a criação deste novo batalhão, seria necessário o aumento do efetivo em quase mil homens. O assunto, que desagrada bastante ao governador do Distrito Federal, Cristóvam Buarque (PT), está em debate, e não houve uma definição. Buarque recebeu ontem o general Cardoso em audiência.

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