Curitiba O Instituto de Criminalística de Guarapuava entregou ontem à Polícia Civil o laudo da perícia técnica realizada na casa do vereador Nestor Horodenski, presidente do diretório municipal do PMDB de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava), assassinado no dia 11 de janeiro com golpes de machado na cabeça. Horodenski foi morto por volta das 18 horas de domingo na casa onde morava, em Pitanga. A polícia só foi chamada para o local do crime por volta das 22 horas. O laudo técnico dos peritos da Criminalística somente foi realizado na tarde do dia seguinte.
''A família acabou limpando a casa, retirando as marcas do sangue. Não que o local do crime tenha sido adulterado. Talvez, até para que os familiares pudessem se movimentar, a residência estava quase toda limpa. Tivemos trabalho para fazer a perícia'', relatou o chefe da Criminalística, Luiz Alberto Vicente de Castro.
Um dos pontos importantes do laudo é a posição do corpo. Hoodenski estava dormindo no colchão que estava no chão da sala quando foi assassinado. ''Ele nem conseguiu levantar. A perícia não detectou qualquer tipo de sinal de luta ou de arrombamento na casa. Os agentes desenharam os objetos que foram encontrados e as posições que eles estavam na casa. Esses elementos podem levar a polícia a vários questionamentos sobre a morte'', considerou Castro.
A mulher do vereador, Marli Ribas Oliveira, atingida por uma faca na região do pescoço, foi a única testemunha do crime. Ela deveria ser uma das primeiras pessoas a depor, mas ainda não foi ouvida. De acordo com familiares, a viúva está passando por tratamento psiquiátrico e médico.
Como era feriado ontem em Pitanga, a reportagem não conseguiu localizar o delegado. Na casa do vereador, ninguém atendeu aos telefonemas.

mockup