Curitiba - A Polícia Civil pode pedir à Justiça a prorrogação das prisões temporárias de alguns dos acusados de fraudar uma alteração contratual na Junta Comercial do Paraná (Jucepar) em 2004. Na última quarta-feira, sete pessoas foram presas em Curitiba por suspeitas de participação no esquema, incluindo os proprietários do extinto bingo Village Batel e dois funcionários da Jucepar. Na quinta, dois dos empresários foram libertados por decisão judicial.
O delegado Sérgio Sirino, coordenador do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), responsável pela investigação, conta que o prazo das prisões termina amanhã. Como ainda está interrogando testemunhas do caso e confrontando seus depoimentos com os dos acusados, o Nurce estuda a possibilidade de pedir a prorrogação das prisões. Além disso, Sirino afirma que a polícia pode solicitar a detenção temporária de outros suspeitos.
Dos detidos na quarta, devem ficar livres de pedidos de prorrogação da prisão apenas os empresários Ricardo Fontana Scarpin e Arthur José Nunes Lanzoni. Eles foram libertados na última quinta, a pedido do próprio Nurce, já que passam por tratamentos médicos. Os outros cinco acusados continuam ameaçados de seguir presos. São eles os empresários Luiz Antônio Scarpin e Celso Luiz Lanzoni, o contador Ericson Macedo Gaio e os funcionários afastados da Jucepar, Marcus Antônio Cury e João Luiz dos Santos.

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