Curitiba - A Polícia Civil irá pedir mais 30 dias para investigar o assassinato do presidente municipal do PT de Imbituva, Oscar Fachini. Segundo o delegado que coordena o inquérito, Sílvio Eduardo Hellwig, uma reunião será realizada com os demais delegados e promotores que acompanham o caso na próxima segunda-feira para definir os próximos passos da investigação. Fachini foi assassinado na noite do dia 5 de julho, quando chegava à sua residência.
''Temos várias linhas de investigações, porque Fachini fez denúncias contra vários políticos e empresários locais. Até mesmo um motivo passional está sendo analisado'', comentou o delegado.
O advogado do PT que acompanha o caso, João Luiz Stefaniak diz que a polícia estaria se atendo a hipótese de que o assassinato de Fachini foi um crime passional. ''Há indícios fortes de que o crime teria motivo político. Recebemos uma denúncia de que uma testemunha teria sido maltratada pelo delegado, que teria insistido para que ela comentasse sobre motivos passionais para o crime'', afirma Stefaniak.
Hellwig defende-se da acusação, afirmando que em nenhum momento teria discutido com a testemunha, que teve seu nome mantido em sigilo. ''Ela estava irritada porque nós havíamos chamado sua mãe para prestar depoimento. Tanto que ela compareceu à delegacia no dia 23, e só foi fazer essa denúncia agora. Por que ela não procurou um advogado imediatamente?'', pergunta o delegado.

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