Polícia quer mais prazo para investigar caixa 2
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sábado, 19 de janeiro de 2002
Rodrigo Sais 
A Polícia Federal (PF) encaminhou quinta-feira à Justiça Eleitoral um pedido de prorrogação de prazo para a conclusão do inquérito que apura possíveis crimes eleitorais cometidos na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). O delegado que investiga o caso, Hugo Corrêa Martins, já havia indicado que precisaria de mais tempo para analisar todos os documentos enviados pelo Ministério Público (MP) estadual sobre o assunto.
O pedido da PF será julgado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Luiz Fernando Tomasi Keppen, que substitui o titular do cargo, Espedito Reis do Amaral, até o início de fevereiro. Keppen decidirá se acata a solicitação da PF, e qual o prazo que dará para as investigações, baseado em um parecer de um promotor eleitoral do MP.
O parecer do MP, entretanto, também não virá do titular do cargo. O promotor Vani Bueno substitui Valclir Natalino da Silva, que está de férias até o dia 4 de fevereiro. Foi Natalino da Silva quem entrou com um recurso na Justiça Eleitoral no dia 14 de novembro, solicitando que fosse anulada a sentença que considerava corretas a prestação das contas de Cassio. No dia 27 de novembro ele também solicitou a participação da PF, por meio de um pedido de providências à Justiça Eleitoral
O promotor Vani Bueno já adiantou que pretende acatar o pedido da Polícia Federal. É até melhor que o prazo do inquérito seja prolongado, para que o titular da promotoria eleitoral possa retomar o trabalho e indicar as diligências que a Polícia Federal deverá tomar, afirmou. Ele já entrou em contato com Natalino da Silva e com o delegado que investiga o caso para trocar informações.
Cárie ZeroNa segunda-feira o advogado do prefeito Cassio Taniguchi, Giovani Gionédis, pode entrar com um agravo de instrumento solicitando que seja cassada a liminar que obriga o prefeito e os ex-secretários municipais José Alberto Reimann e João Carlos Baracho a indicar bens no valor de R$ 45 mil cada um que seriam bloqueados pela Justiça. Os três são réus de uma denúncia movida pelo MP sobre supostas irregularidades no programa de saúde bucal Cárie Zero.


