Curitiba - Foram presos na noite de quarta-feira dois supostos envolvidos em irregularidades em conta CC5 mantida em agência do Banestado em Foz do Iguaçu pelo banco paraguaio Plus S/A - Inversión y Fomento. As prisões de Odilon Cândido Bacellar Netto e Altemir Antônio Castelli foram determinadas pela 2 Vara Federal Criminal de Curitiba. Odilon Bacellar Netto foi preso em Belo Horizonte (MG) e Altemir Castelli em Foz do Iguaçu.
As prisões, determinadas no último dia 12 pela Justiça, foram requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) dentro de uma das nove denúncias apresentadas. A 2 Vara Federal Criminal considerou que Bacellar Netto teria movimentado diretamente no Banestado de Foz do Iguaçu cerca de R$ 4,8 milhões, além de fazer outras movimentações em nome de ''laranjas'' em Belo Horizonte onde reside, e Itabirinha de Mantena (MG).
Segundo a Justiça Federal, ele teria conhecimentos bancários especializados, pois foi operador de câmbio do Banco Estadual de Minas Gerais (Bemge). A PF apreendeu documentos na casa dele que apontam envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, de Londrina. Além de Castelli e Bacellar Netto, também está detido Divonzir Catenacci.
A denúncia aponta que o empresário acusado de lavagem de dinheiro, Altemir Antonio Castelli, teria efetuado em 1997 sete depósitos no valor de R$ 452 mil na conta CC5 do Banco Plus. A denúncia cita ainda que teriam sido usados ''laranjas'', através dos quais foram creditados na conta do banco paraguaio os montantes de R$ 14,3 milhões e R$ 2,2 milhões, entre 11 e 23 de dezembro de 1997. De acordo com a denúncia, Castelli teria transferido o dinheiro do Banco Plus para uma conta do IFE Banco Rural (Uruguai). Em Foz, ele disse informalmente a Polícia Federal que foi usado por uma pessoa, a quem teria emprestado o CPF para abertura de uma conta.
As investigações em torno de remessas ilegais ao exterior através das contas CC5 continuam no Paraná. Integrantes da força-tarefa instaurada na Procuradoria da República para apurar o assunto vão ao exterior em diligências de quebra de sigilo bancários e para a formação de um banco de dados. O destino e o tempo da viagem ainda não foram definidos. A etapa inicial dos trabalhos da força-tarefa terminou no dia 1º deste mês, quando os procuradores da República formularam nove ações envolvendo 194 pessoas. (Colaborou Alexandre Palmar)

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