São Paulo - O delegado titular 1ª Delegacia de Homicídios (DHPP), Armando de Oliveira Silva, começou ontem a ouvir testemunhas do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT). De manhã, quatro seguranças da Prefeitura de Santo André prestaram depoimento, acompanhados do advogado do Partido dos Trabalhadores, Rui Rios Carneiro.
A namorada de Daniel, Ivone de Santana, também esteve à tarde no DHPP para falar ao delegado. Ela estava acompanhada do deputado federal Luiz Eduardo Grennhalg (PT). Na saída do depoimento, Ivone disse não acreditar na hipótese de crime político e que o prefeito foi assassinato por causa da exposição do caso na mídia.
Perícia da Polícia Civil concluiu que a Blazer encontrada queimada em São Paulo não é a mesma utilizada no dia do sequestro de Celso Daniel. Cabelos encontrados em um Santana localizado em uma casa em Embu, na Grande São Paulo, em possível cativeiro usado pelos sequestradores, também não são do prefeito assassinado.
A Polícia Federal (PF) de São Paulo recuou e negou ontem que a Justiça Federal tenha quebrado os sigilos bancários e telefônicos de Celso Daniel, de seu amigo Sérgio Gomes da Silva e do empresário Ronan Maria Pinto. O erro foi atribuído a uma ‘‘falha de comunicação’’ ocorrida por conta do feriado.
A informação havia sido divulgada na última sexta-feira pelo delegado Gilberto Tadeu Vieira Cézar, porta-voz da PF. ‘‘Retifico. Não houve quebra de sigilos de ninguém. Errei porque me induziram ao erro’’, disse ele, após a Justiça Federal ter negado que tenha dado decisão favorável à quebra de sigilo em caso que envolvesse Daniel, Silva e Pinto.

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