Polícia não localiza suspeitos de atentado em Umuarama
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terça-feira, 16 de janeiro de 2001
Vânia Moreira De Umuarama 
A Polícia de Umuarama ainda não conseguiu encontrar os dois suspeitos de atirar contra a casa do presidente da Associação de Combate à Corrupção Eleitoral e Administrativa (Accepa) de Umuarama, Osmair Salustiano Santos. Segundo a delegada Rosimari Santos Silva, responsável pelo inquérito, eles estão desaparecidos. Vilson Aparecido de Lima e outro rapaz identificado apenas como Michel foram apontados por Osmair como os autores dos disparos contra a casa dele na madrugada de quinta-feira passada. Eles moram no mesmo bairro de Osmair, o Jardim Independência, zona sul.
Pelo menos cinco tiros foram disparados contra a casa do presidente da Accepa. Dois atingiram a janela da sala. Os estilhaços de vidro feriram o rosto de Osmair quando ele tentava identificar os agressores. A delegada informou que durante a semana tentará ouvir vizinhos e outras testemunhas do ataque. As pessoas estão com medo de depor, explicou Rosimari.
O caso ganhou repercussão porque o presidente entidade atribuiu o atentado às denúncias de fraude eleitoral feitas pela Accepa contra o grupo político do prefeito reeleito Fernando Scavanaca (PPB) e de irregularidades na prefeitura. Os advogados do prefeito ingressaram com uma interpelação judicial contra Osmair, exigindo que ele esclareça a acusação e apresente provas, sob ameaça de processá-lo por calúnia e difamação.
No final da semana passada, o chefe de gabinete de Scanavaca, Valdir Miranda de Souza, disse que Osmair e a Accepa estão a serviço dos adversários do prefeito. Ele informou também que a prefeitura está à disposição para prestar esclarecimentos. Na ocasião, o presidente da entidade contestou dizendo que a prefeitura não respondeu a nenhum dos três pedidos de informação encaminhados pela Associação de Combate à Corrupção Eleitoral e Administrativa de Umuarama.
O caso ainda promete vários desdobramentos, principalmente porque a Accepa acusa o Poder Judiciário e o Ministério Público de conivência com o poder público, ao não apurar denúncias contra a administração.


