Polícia não localiza doleiro londrinense
O empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef não se apresentou à Polícia. Apesar do seu advogado, João dos Santos Gomes Filho, ter garantido que seu cliente se apresentaria ontem, ele não foi localizado pela Polícia Civil. O mandado de prisão foi expedido quinta-feira pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, após o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) negar o habeas-corpus impetrado por Youssef.
Ele foi procurado em seu local de trabalho e a informação é de que (a casa de câmbio) estaria fechada desde quinta-feira. Fomos à casa, mas somente a empregada estava, relatou o delegado responsável pelas diligências, João Eduardo Carula. Fomos ao aeroporto, mas ele também não estava nas listas de passageiros. Não temos nenhuma pista.
Gomes Filho afirmou ontem à tarde que ainda não havia sido contactado pelo empresário. Apesar de eu ter ligado para a família dele, Alberto ainda não me ligou. Eu não sei onde ele está, garantiu. Ele disse que Youssef estaria voltando a Londrina de carro.
Segundo o advogado, ele obteve na Justiça de Londrina uma ordem judicial que garante, até segunda-feira, o direito do empresário se apresentar. Com o mandado de prisão, não foi dada a oportunidade de Alberto de apresentar. Não há necessidade de algemá-lo, afirmou.
Na segunda-feira, Gomes Filho pretende impetrar um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Em dezembro do ano passado, Youssef chegou a ficar detido 17 dias no 3º Distrito Policial e foi libertado através de uma liminar obtida no TJ.
O advogado voltou a afirmar que seu cliente não teve contato com a conta bancária da empresa fantasma Freitas & Dutra, investigada pelo Ministério Público (MP). Estão querendo responsabilizar Alberto pelos desvios que ocorreram em Londrina, ironizou. Na ação criminal proposta pelo MP, o empresário é acusado de ter movimentado R$ 120 mil em uma conta da Freitas & Dutra. Os recursos teriam sido desviados da Prefeitura de Londrina através de uma licitação fraudulenta.
Também são citados na ação, o servidor público municipal licenciado, João Edson Danziger, conhecido como João Boquinha; o segurança Antonio Carlos Neri Romero; e o cunhado de Youssef, Eroni Miguel Peres, que também tiveram as prisões decretadas. Romero e Peres continuam foragidos. Danziger permanece em liberdade devido uma liminar conseguida junto ao STJ.
Youssef também está sendo investigado pela Polícia Federal, pela abertura de 35 contas fantasma que teriam lavado mais de R$ 150 milhões entre maio de 1998 e janeiro de 99.





