Um forte esquema de segurança marcou a audiência pública para privatização da Copel. Desde às 7 horas da manhã de ontem policiais do Batalhão de Trânsito controlavam o acesso ao prédio da antiga sede administrativa do Banestado, onde estava agendada a reunião. As ruas laterais foram bloqueadas, impedindo a passagem de carros. Pelo menos 50 policiais estavam de prontidão para controlar qualquer incidente. À tarde a quantidade de PMs dobrou.
Segundo o comandante da operação, capitão Nerino Mariano de Brito, foram acionados 20 policiais do regimento e mais 15 da Cavalaria, mas era visível que o número era maior. Havia ainda um grupo da ronda ostensiva (Rone) e da polícia secreta. ‘‘É apenas um policiamento preventivo’’, amenizava o capitão, ao garantir que a situação estava muito tranquila.
Os policiais impediram que manifestantes entrassem no prédio com faixas e cartazes contra a venda da Copel. O material foi estendido nos muros em frente ao antigo Conglomerado Banestado.
Não houve tumulto entre policiais e manifestantes, apenas desentendimentos rápidos. A confusão maior se concentrou entre governo e oposição. Antes de iniciar a audiência pública, os policiais fizeram uma varredura no prédio para se certificar que não havia bomba no local. À tarde, o procedimento foi repetido. (C.M.)

mockup