O Comando Geral da Polícia Militar não irá abrir procedimentos administrativos ou disciplinares contra os militares citados como supostos mandantes de grampos telefônicos. Segundo o coronel Gilberto Foltran, subcomandante da Polícia Militar e Chefe do Estado Maior, a determinação oficial é que o inquérito policial seja concluído antes de qualquer medida administrativa. ‘‘Não podemos fazer um pré-julgamento neste momento. Eles estão negando participação. Temos que aguardar o resultado das investigações’’, afirmou ele.
Se o inquérito apontar pelo indiciamento dos policiais e ficar configurado crime militar (no exercício da função), o comando poderá instaurar um Conselho de Disciplina para a punição. O cabo Luiz Antonio Jordão e o soldado Afrânio de Sá não terão seus vencimentos cortados. ‘‘Ninguém está foragido da Justiça ou qualquer coisa neste sentido. O soldado Afrânio está em Curitiba e foi prestar depoimento. O cabo Jordão está em local incerto, mas no gozo pleno de férias’’, explicou o coronel. O período de férias de Jordão se encerra no dia 24 de maio, quando ele terá que se apresentar no quartel da Polícia Militar. (L.P.)

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