O promotor da 189 Zona Eleitoral de Londrina, Almir Cizaurre Fusco, solicitou abertura de inquérito policial para apurar possível crime de compra de votos que envolve o vereador reeleito Sidney de Souza (PTB) no primeiro turno das eleições municipais. O promotor recebeu uma fita de vídeo gravada por uma emissora de TV local que mostra uma mulher ameaçando cortar o benefício da tarifa social da Sanepar caso os moradores do bairro não apoiassem a eleição do vereador. ''Pedi para a Polícia Federal (PF) apurar a autoria e se houve o delito de captação de votos'', descreveu o promotor. Segundo ele, a fita mostra apenas indícios superficiais de um crime eleitoral.
O inquérito policial é presidido pelo delegado da PF, Pedro Paulo de Figueiredo. Ele comentou que já ouviu as pessoas que aparecem na fita mas que a inquirição foi ''bastante nebulosa''. Pedro Paulo informou que vai solicitar à emissora de televisão a fita com as imagens sem edição. ''A fita tem cortes. Teremos que fazer uma investigação mais profunda'', detalhou. O delegado pretende concluir o inquérito o mais rápido possível mas observou que a fita bruta será encaminhada para perícia, onde será degravada e terá as imagens digitalizadas.
Eleito para seu terceiro mandato consecutivo com 6.075 votos, Sidney de Souza se defendeu da acusação. ''Jamais fiz ou autorizei qualquer pessoa a condicionar qualquer benefício em troca de votos'', afirmou. O vereador destacou que não é ele quem concede a tarifa social da Sanepar para a população carente. Segundo Sidney, o programa de televisão local apresentado por ele fez com que conseguisse ''uma militância forte no Conjunto Panissa'', local em que foram feitas as imagens.
Um advogado contratado pelo vereador está acompanhando o caso na PF. ''Estou aguardando a perícia até para a gente verificar o conteúdo da fita. Não tenho nenhum envolvimento com essa história e nunca pedi a ninguém que vinculasse a concessão de benefícios a votos'', garantiu Sidney.

mockup