Polícia investiga gastos de campanha do deputado Belinati
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domingo, 03 de fevereiro de 2002
Lino Ramos Reportagem local 
A Polícia Federal (PF) de Londrina instaurou um inquérito policial para investigar os gastos de campanha do deputado Antônio Carlos Salles Belinati (PSL). O deputado elegeu-se em 1998 e segundo o Ministério Público (MP), parte dos recursos desviados da Prefeitura de Londrina no escândalo AMA/Comurb financiou sua campanha à Assembléia Legislativa.
O inquérito instaurado pelo delegado Sandro Roberto Viana dos Santos vai apurar se Antonio Carlos Belinati infringiu o artigo 350 da Lei 4.737/65 (Lei Eleitoral), omitindo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) dados sobre as despesas da campanha eleitoral em 1998. Viana dos Santos preferiu não entrar em detalhes sobre o inquérito e disse apenas que terá de analisar toda a documentação encaminhada à Polícia Federal antes de marcar depoimentos.
O pedido de investigação foi encaminhado à PF pelo procurador regional eleitoral em Curitiba, Luís Sérgio Langowski, que em setembro do ano passado recebeu da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina, cópias de ações civis públicas propostas pelo Ministério Público (MP). Entre os documentos está uma cópia da ação número 428/2001, que trata do desvio de R$ 270 mil da extinta Comurb, atual CMTU. A documentação também foi encaminhada à Polícia Federal.
Além de Antônio Carlos, são réus na ação o ex-prefeito Antonio Belinati e a vice-governadora Emília Belinati, pais do deputado. Todos tiveram seus bens indisponibilizados pelo juiz da 6ª Vara Cível, Celso Saito. Ao todo são 38 réus no processo, entre pessoas físicas e jurídicas. A Promotoria de Investigações Criminais também encaminhou cópia do material à Assembléia Legislativa.
Durante as investigações, o MP de Londrina ouviu diversas lideranças políticas que receberam recursos desviados da administração municipal. Em depoimento, essas pessoas confirmaram ter trabalhado na campanha política de Antonio Carlos. A assessoria do procurador Luís Langowski, em Curitiba, não quis dar informações sobre o pedido e disse apenas que foram solicitadas providências a outros órgãos competentes.


