Curitiba - A Polícia Civil começou a investigar a denúncia de que funcionários da Prefeitura de Adrianópolis, Região Metropolitana de Curitiba, estariam fraudando documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para conseguir a liberação de recursos. Segundo o delegado Guaracy Joarez Abreu, uma certidão liberatória teria sido falsificada para que o município celebrasse um convênio no valor de R$ 200 mil com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).
A fraude foi descoberta quando uma funcionária da Seab suspeitou do papel utilizado na certidão. Após entrar em contato com o TCE, foi comprovado que não apenas o papel, mas também a assinatura do presidente do TCE, Rafael Iatauro, havia sido falsificada.
A certidão liberatória é um documento emitido pelo TCE comprovando que o município está adequado às diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sem esse documento, a prefeitura fica impossibilitada de receber recursos através de convênios. A polícia investiga a hipótese de que fotocópias autenticadas da certidão tenham sido usadas para liberar recursos de outras secretarias estaduais.
A certidão falsificada encaminhada à Seab está sendo periciada por técnicos da polícia para investigar o método utilizado na fraude. Segundo o delegado Guaraci de Abreu, os funcionários da Prefeitura de Adrianópolis serão ouvidos na próxima semana. ''Temos que verificar para quem interessava a liberação dos recursos'', afirmou o delegado. A Folha tentou entrar em contato com o prefeito de Adrianópolis, Teodoro Marques de Oliveira, para ouvir sua versão sobre o caso, mas não obteve retorno.

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