Polícia investiga atestado falso
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Lucilia Okamura De Londrina 
O atestado médico falso apresentado por uma das testemunhas de defesa do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL), de Londrina, para membros da Comissão Processante (CP) da Câmara de Vereadores se transformou em caso de polícia. Por determinação do Ministério Público (MP), foi instaurado um inquérito policial para apurar o caso, que envolve a testemunha Flávio Milanez Thomé e dois médicos de Curitiba um deles é Tana Belinati Loureiro, irmã do prefeito afastado.
A CP apura denúncia de gastos excessivos e promoção pessoal na publicidade do Pronto Atendimento Infantil (PAI). No dia 2 foi realizada a audiência para ouvir testemunhas de Belinati e Thomé (que foi indicado pela defesa para entrar no lugar de Jorge Scaff) havia sido notificado. Thomé, porém, não apareceu e encaminhou atestado médico para justificar a ausência. O documento é assinado pelo médico Marco Antonio Lacerda, de Curitiba.
Desconfiado do atestado, o presidente da CP, Osvaldo Bergamin (PMDB) ligou para o médico para saber detalhes do atendimento. Lacerda encaminhou um fax a Bergamin contando que forneceu o atestado a pedido de uma colega sua, Tana Belinati. Ela teria dito que precisava do documento para que seu sobrinho justificasse ausência em um prova de faculdade.
O médico disse ainda no fax que iria entrar com uma ação ética no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná contra a sua colega e informar a direção do Centro Regional de Especialidade (onde ambos trabalham) sobre o ocorrido. Ele reconhece que também errou. Apesar de ter havido meu erro em fornecer atestado médico sem ter examinado o paciente, estando ciente da falta de ética cometida.
A testemunha foi dispensada de prestar depoimento por solicitação de Belinati. Mas membros da CP decidiram encaminhar ofício ao MP pedindo providências para esclarecer o caso. A promotora Solange Vicentin enviou ontem ofício ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garrett Algauer, determinado abertura de inquérito policial para investigar supostas ocorrências das práticas de falsidade ideológica e falsidade de atestado médico.
Algauer já determinou que o delegado-adjunto chefe João Eduardo Carula fique responsável pelo inquérito. Carula não quis dar detalhes sobre quais seriam os primeiros procedimentos. Vou dar andamento ao inquérito, limitou-se a dizer. Ele tem 30 dias para concluir os trabalhos, mas o prazo pode ser prorrogado.
Belinati tem até segunda-feira para apresentar sua defesa por escrito à CP. O prazo venceria hoje, mas foi prorrogado porque o advogado João Alberto Graça voltar a atuar na defesa do prefeito afastado (estava de licença médica) e os advogados nomeados Rafael Dely Dias e Rejane Tamura foram desligados.


