Polícia investiga atentado em Arapongas
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terça-feira, 13 de junho de 2000
Maurício Borges de Apucarana 
Peritos do Instituto de Criminalística de Londrina procederam anteontem à noite, em Arapongas um exame na casa do deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB), que foi invadida domingo por dois homens armados. A Polícia investiga a possibilidade de que Pugliesi, que é pré-candidato a prefeito, tenha sido vítima de um atentado político. O perito-chefe Geraldo Filho disse que dentro de dois dias poderá dar um parecer sobre o caso.
Geraldo disse que a criminalística trabalha pesquisando elementos de autoria. Nós tratamos com fatos e provas que possam colaborar com a autoridade polical, em relação à identificação de autoria do delito, explicou o perito. Pela manhã, em Arapongas, um outro perito esteve reunido por quase duas horas com Pugliesi, para elaborar o retrato falado do homem que lhe apontou uma arma supõe-se que seja uma pistola 765.
Pugliesi explicou que só conseguiu visualizar bem o sujeito que partiu em sua direção para atacá-lo. O outro, segundo ele, ficou na porta da casa, mais distante dele, mantendo rendidos os vereadores Mauro Cassitas (PMDB) e Jair Milani (PPB). O retrato do segundo invasor deverá ser produzido a partir de detalhes dados pelos dois vereadores.
Ontem à tarde, a Polícia deteve três homens num carro com placa de São Paulo, que faziam uma remessa de valores num banco em Arapongas. O grupo foi encaminhado à delegacia e depois liberado. Pugliesi não identificou nenhum deles.
O delegado José Carlos Bassalobre disse ontem que a polícia está bastante empenhada no caso. Estamos investigando e checando todas informações recebidas, comentou ele, acrescentando que nosso objetivo é identificar os elementos que teriam ameaçado de morte o deputado.
Na conversa que teve com os peritos do Instituto de Criminalística, Waldyr Pugliesi disse ter absoluta convicção de que realmente sofreu um atentado político, que tinha como objetivo a sua morte. O deputado ligou para a Folha, revelando que fez questão de frisar um detalhe, que considera de fundamental importância para elucidar o caso. Quem chega numa casa para roubar não deixa portão e porta abertos para fugir rápido.
O deputado Pugliesi ressaltou o comportamento de um dos invasores. O sujeito insistiu várias vezes com Milani, para que ele, pelo interfone, pedisse que eu abrisse a porta, certamente, para atirar em mim. Pugliesi se disse indignado com comentários maldosos e questionamentos que tem sido feitos sobre a veracidade do ocorrido.
Ontem, o prefeito José Aparecido Bisca (PFL), através de fax remetido ao secretário de Segurança Pública, José Tavares, lamentou o fato ocorrido com Pugliesi e manifestou seu desejo de que tudo seja esclarecido o mais breve possível. Bisca, que é candidato à reeleição, tem em Pugliesi seu principal adversário.
No ofício, com cópias para o presidente da Assembléia Legislativa, Nélson Justus, e comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar no Paraná, Bisca pondera que Arapongas sempre foi uma cidade ordeira, com população pacífica, com baixos índices de criminalidade. Tenho certeza de que todas as providências legais cabíveis já estão sendo tomadas para o deslinde do fato, conclui o prefeito.


