Curitiba - O deputado estadual Homero Barbosa Neto (PDT), cujo carro foi alvo de tiros na noite de quarta-feira, disse ontem que vai cobrar melhorias na segurança pública do Paraná. O parlamentar, que é vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa e apresentador de um programa de tevê na CNT, atribuiu o atentado a ameaças que estariam sendo feitas à sua equipe de trabalho na tevê. ''Eu nunca levei em consideração as ameaças. Algumas veladas, cifradas. Outras, nem tanto assim. Agora elas se concretizaram'', declarou. Ontem, em seu programa, o deputado pediu ajuda do Ministério Público nas investigações.
Barbosa Neto acredita que o crime tenha ligações diretas com o trabalho que desenvolve na tevê. Recentemente, ele colocou no ar imagens de policiais civis e militares conversando livremente com prostitutas e traficantes na Praça Generoso Marques, centro de Curitiba. O deputado faz críticas frequentes aos maus policiais. Outra matéria que deu repercussão recentemente, na sua avaliação, mostrou integrantes se dizendo sem-terra com carros do ano e roupas de grife. ''Tenho várias suspeitas, mas vou deixar as investigações com a polícia. Seria irresponsável da minha parte levantar nomes de culpados'', concluiu o parlamentar.
De acordo com as investigações policiais, a suposta tentativa de homicídio ocorreu por volta das 21 horas quando Barbosa Neto estacionava o Astra de propriedade da Assembléia em frente ao prédio onde mora, no Centro Cívico. O deputado teria abaixado para pegar o toca-CDs quando viu um clarão. ''Eu me abaixei rapidamente e os tiros atingiram o estofado do carro. Minha perna começou a doer muito. Achei que tinha sido atingido.'' Os estilhaços do pára-brisa caíram na perna esquerda de Barbosa Neto e provocaram pequenas lesões. O porteiro socorreu o parlamentar e chamou a polícia.
O delegado Stélio Machado, responsável pelas investigações, afirmou que foram dados dois tiros com pistola semi-automática. Ele descartou a possibilidade de um assalto. ''Os tiros foram para matar. Um dos projéteis se alojou no estofamento, na altura da cabeça do motorista. Isso foi coisa de gente que conhece bem o manejo de armas. Esse tipo de pistola exige controle do tiro e firmeza nas mãos'', afirmou.

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