Polícia interroga mulher de vereador morto
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A dona de casa Marli Ribas de Oliveira, viúva do vereador Nestor Horodenski presidente do diretório municipal do PMDB de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) assassinado no último dia 11 de janeiro, com golpes de machado na cabeça foi ouvida ontem na Polícia Civil para explicar o que aconteceu na tarde em que o marido foi morto na residência do casal. Marli é a única testemunha do crime. Ela também foi ferida com uma facada no pescoço.
No início, os policiais civis chegaram a suspeitar de crime político ou assalto. No entanto, a casa não foi arrombada. Não havia qualquer sinal na casa de luta corporal. A faca e o machado do crime foram localizados e encaminhados para perícia técnica. Em entrevista exclusiva à Folha, o advogado criminalista Amilcar Cordeiro Teixeira disse que suspeitava que a viúva era a autora do crime. Ele disse que ela sofria de perturbações psiquiátricas e estava internada para tratamento numa clínica de Guarapuava. Antes do crime, ela já teria sido internada para tratamento por algumas vezes. Teria ainda tentado suicídio por duas vezes.
Ontem, o delegado Juraci Lopes de Souza disse que não poderia adiantar o teor dos depoimentos. Ele ouviu o advogado e a viúva durante todo o dia. Até o fechamento desta edição, os depoimentos prosseguiam. O delegado prometeu convocar hoje uma entrevista com a imprensa para revelar o teor dos interrogatórios.


