Agência Estado
De São Luiz
A Polícia Civil do Maranhão inicia na próxima semana uma campanha para tentar capturar o ex-deputado José Gerardo de Abreu, acusado de ser o chefe do crime organizado no Estado. Inicialmente, serão distribuídos 2.000 cartazes em delegacias de todo o País com a foto de Abreu. Fotografias também serão divulgadas na Internet e passadas à Interpol.
Desde sua cassação, na semana passada, foram expedidos quatro mandados de prisão contra o ex-deputado, que é investigado em dez inquéritos. Ele é acusado de ser o mandante de pelo menos nove assassinatos e de participar de roubo de caminhões.
Abreu lidera a lista de 17 procurados por envolvimento no crime organizado no Estado. Na madrugada de anteontem, mais duas pessoas foram presas durante depoimento na CPI do Crime Organizado, na Assembléia Legislativa. Desde 30 de setembro, 30 pessoas já foram presas. A Associação de Delegados da Polícia Civil do Maranhão estuda oferecer uma recompensa por uma pista que leve à prisão do ex-deputado, caso ele não seja localizado logo.
A mesma entidade já oferece R$ 10 mil pela prisão do empresário Joaquim Felipe dos Santos Neto, conhecido como ‘‘Joaquim Lauristo’’, acusado de ser o executor dos assassinatos encomendados por Abreu. O ex-deputado despistou a polícia um dia após seu depoimento na CPI do Narcotráfico, oito dias antes de ser cassado. Vigiado pela Polícia Federal até o aeroporto de Brasília, ele estava na lista de passageiros do vôo 280 da Vasp para São Luís, na noite do dia 10. Ele entrou na sala de embarque, mas não chegou à capital maranhense, segundo o gerente de Segurança do Estado, Raimundo Cutrim.
No Acre, o deputado federal José Aleksandro (PFL), suplente do ex-deputado Hildebrando Pascoal, afirmou ontem, em nota à imprensa, que o pedido de abertura de processo contra ele enviado à Câmara pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é baseado em denúncia anônima e ‘‘eivado de mentiras’’. ‘‘Tem forte conotação política, coordenada pelo governador Jorge Viana (PT), meu inimigo político, desde quando exercia o cargo de prefeito da capital, no período de 1992-1996’’, afirmou.
Segundo o deputado, o processo enviado ao Supremo foi instaurado na Justiça acreana após denúncia dele próprio, quando vereador em Rio Branco, em abril de 1997. ‘‘Denunciei que o governador Jorge Viana, recém-empossado, havia aumentado a quantidade de cargos para beneficiar o PT, além de promover um desconto no valor de 30% do DAS faria do PT o partido mais rico da região’’.
Aleksandro diz ainda que não abre mão de sua imunidade parlamentar. Anteontem, o deputado Augusto Farias (PPB-AL), investigado pelo CPI do Narcotráfico, afirmou que abriria mão de sua imunidade caso o Supremo pedisse licença para processá-lo.

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