Polícia Federal ouve segurança de Youssef
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sexta-feira, 11 de maio de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
O segurança do doleiro e empresário londrinense Alberto Youssef, Antonio Carlos Neri Romero, o Carlinhos, prestou depoimento ontem à tarde ao delegado da Polícia Federal (PF) Sandro Roberto Viana dos Santos. O delegado apura o envolvimento dele no esquema de lavagem de dinheiro através de 37 contas de empresas fantasma abertas no Banestado.
Segundo o delegado, Romero e o cunhado de Youssef, Eroni Miguel Peres, são citados no depoimento de 18 funcionários e gerentes do Banestado (entre eles o ex-superintendente regional José Colette). Os dois são apontados como responsáveis pela troca diária de diversos cheques, no valor de R$ 15.700,00, na tesouraria da agência centro do Banestado.
Ele afirmou que era segurança da casa de câmbio do Youssef e que prestava serviços bancários, mas negou que descontasse tais cheques nessas contas, disse Santos.
Romero se negou a comentar as acusações. Não tenho nada a declarar, disse. O seu advogado Murilo Buckmann afirmou que o segurança é inocente. Ele trabalha como segurança na casa de câmbio há sete anos. Ele não tem qualquer envolvimento com as contas, garantiu.
Após o depoimento, Romero foi submetido a um exame grafotécnico. Queremos comparar as assinaturas nos cheques, contratos sociais das empresas e na documentação de abertura das contas com as assinaturas dos investigados. Esse material e os documentos dos processos serão encaminhados para o Serviço de Criminalística da PF, em Curitiba, para a perícia e verificar, na prática, quem assinou, disse o delegado.
Segundo o delegado Santos, nessa primeira fase das investigações, cerca de 150 pessoas foram ouvidas. Ele disse que deverá encaminhar em breve um ofício à Justiça solicitando novamente que o Banestado envie documentação referente às 37 contas. De acordo com o delegado, o pedido foi feito há oito meses e até agora as cópias dos cheques e depósitos on-line não foram encaminhadas.


