Polícia Federal investiga compra de votos
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
O delegado da Polícia Federal de Londrina, Luiz Pontel, tomou ontem o depoimento de Vilma de Fátima Louzert, no inquérito que apura suposta compra de votos para o deputado estadual Antonio Carlos Belinati (PSL), que tentou no domingo a sua reeleição, mas perdeu. ''Ela foi ouvida na condição de indiciada, mas se negou a dar declarações se reservando a somente se pronunciar em juízo'', disse o delegado.
Vilma foi citada por Valdemar Cláudio da Silva, preso em flagrante no último sábado, de posse de uma lista de 20 nomes, números de títulos de eleitor, zona e seção eleitoral. ''Ele disse que estava com uma relação, apreendida em seu poder, exatamente para relatar os nomes dos eleitores que seriam pagos caso o candidato fosse eleito'', explicou o delegado. Cada voto seria retribuído com R$ 30,00. Ainda conforme as declarações de Silva, a lista seria entregue para Vilma, na Chácara Irmãos Vitorino, de propriedade da família Belinati.
O delegado disse que está na fase da instrução do inquérito. ''Estamos tentando localizar pessoas que, de alguma forma, estão vinculadas com os fatos, principalmente eleitores que possivelmente foram cooptados pelas pessoas envolvidas no crime para venderem seus votos'', observou. ''Vamos verificar qual o vínculo efetivo do candidato com os fatos'', acrescentou. O deputado deverá ser ouvido pelo delegado nos próximos dias. De acordo com Pontel, o crime eleitoral é passível de condenação de até quatro anos de reclusão.
A advogada de Antonio Carlos, Lucília Dias, negou qualquer envolvimento do deputado no caso. ''O deputado não recebeu nenhuma intimação e antes dele ser intimado não existe nada, até porque ele não tem nada a ver com isso.''
Silva, que ficou preso no 2º Distrito Policial, foi liberado no domingo, após um alvará de soltura do juiz eleitoral José Marcos de Moura.


