Polícia Federal investiga a campanha de Dilma
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Gabriel Mascarenhas e Marina Dias<br> Folhapress 
Brasília - A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014. O procedimento foi aberto no último dia 7 por determinação do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes, relator das contas da campanha petista na corte. Mendes enviou dois ofícios com pedido de apuração à PF e à Procuradoria-geral da República (PGR), um em junho, outro em agosto. No primeiro deles, o ministro expunha eventuais ilegalidades encontradas na prestação de serviço de empresas contratados pela campanha, entre elas a Focal Confecção e Comunicação. Conforme a "Folha de S.Paulo" revelou, a Focal, que oficialmente está em nome de um motorista, foi a segunda empresa que mais recebeu da campanha da presidente.
No outro documento, de agosto, Mendes acrescenta informações descobertas pela Operação Lava Jato para sustentar o a instauração do inquérito. Ele lembra elementos que que apontam para eventuais pagamentos de propina em forma de doações eleitorais. Parte das empresas investigadas na operação, acusadas de subornar diretores da Petrobras, fizeram contribuições milionárias a partidos políticos, entre eles o da presidente Dilma.
As prestações de contas da campanha da presidente Dilma e do Comitê Financeiro Nacional do PT foram aprovadas com ressalvas pelo TSE no final do ano passado.
Ao se referir a gastos da campanha considerados suspeitos, Gilmar Mendes afirma que a a prestação de contas petista contém despesas de "duvidosa consistência".


