Polícia Federal garante que dossiê Cayman é falso
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Mariângela Gallucci Agência EstadoDe Brasília 
Os delegados da Polícia Federal Paulo de Tarso Teixeira e Jorge Barbosa Fontes informaram ontem, oficialmente, que é forjado o chamado dossiê Cayman, contendo documentos sobre uma suposta vinculação do presidente Fernando Henrique, do falecido governador de São Paulo Mário Covas, do ministro da Saúde, José Serra, e do ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, que também já morreu, a uma suposta empresa denominada CHJ&T, com sede no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.
Em coletiva, os delegados informaram que, embora o inquérito ainda esteja em andamento, eles já puderam concluir que o dossiê foi vendido a cinco grupos, a preços que variaram de US$ 500 mil a US$ 2 milhões, e foram oferecidos a seis outros grupos, que o recusaram. Eles não revelaram quais foram os compradores. Além disso, concluíram que pelo menos dois grupos participaram da fraude. A fraude desenvolveu-se em mais de uma vertente, isto é, no mínimo dois grupos distintos produziram papéis falsos, buscando e conseguindo atrair incautos para adquiri-los por altas somas em moeda estadunidense, afirmam os delegados, numa nota.
Os delegados concluíram, também, que o grupo idealizador da fraude é formado por Oscar de Barros e José Maria Teixeira Ferraz Júnior, empresários radicados nos EUA. Foi localizado também outro grupo que participou da fraude, integrado por Honor Rodrigues da Silva, João Roberto Barusco e Ney Lemos dos Santos, todos residentes em Miami. As investigações devem ser concluídas em breve.


